quinta-feira, 17 de julho de 2014

Chevron lança gasolina com tecnologia para limpar motores

ImprimirRecomendar A Chevron Brasil lançou ontem (10/04) a nova geração de gasolinas Texaco com Techron nos postos Texaco de todo o País. O Techron é um ingrediente que permite limpar e manter limpas as peças vitais do moto e todas as gasolinas comercializadas pelos postos Texaco - gasolina tipo C, aditivada e aditivada premium - passarão a contar com Techron sem que isso acarrete um aumento de preços. De acordo com a empresa, o Techron proporciona a limpeza do sistema de admissão do motor (bico injetor e as válvulas de admissão), minimizando o acúmulo de resíduos nocivos à câmara de combustão, causadores de detonação ou perda de potência durante a aceleração. Além disso, a gasolina com Techron reduz a emissão de gases poluentes e melhora a economia de combustível. As gasolinas Texaco com Techron são recomendadas para automóveis novos ou usados, de injeção e carburação, e para os modelos Flex Fuel. Testes realizados constantemente pelos laboratórios da Chevron em Richmond, Califórnia, e também no Brasil, garantem que as gasolinas com Techron representam a última geração na tecnologia de gasolinas aditivadas.

Motor girando em perfeita sincronia

Correias de sincronismo e de acessórios são as peças responsáveis por coordenar o trabalho do motor. Veja quais cuidados que você deve tomar no diagnóstico e na troca na opinião dos especialistas das fabricantes Na Revista O Mecânico, repetimos em quase todas as reportagens: o mecânico de confiança é o grande conselheiro do proprietário. É papel do reparador orientar seu cliente para o fato de que a saúde do veículo depende tanto de quem o conserta quanto de quem o dirige. Desde conduzir o veículo com cuidado até ficar atento aos prazos de manutenção, o proprietário do carro também é responsável para o sucesso das manutenções, se forem feitas a tempo. Sim, estamos falando de manutenção preventiva: duas palavrinhas mágicas para o sistema de sincronismo nunca sair do ponto. Correia sincronizadora Goodyear "Como não há um prazo definido e exato para a troca das correias, assim como temos para outros componentes do automóvel, a manutenção preventiva faz-se extremamente necessária", declara o gerente de produto da Goodyear Veyance para a América Latina, Ivan Furuya. Durante o funcionamento, tanto as correias dentadas quanto as correias de acessórios não dão sinais de fadiga, exceto em casos muito específicos. Por isso, respeitar o limite de quilometragem para a troca, determinado pelo fabricante no manual do veículo, é essencial. Vamos conhecer um pouco mais sobre quais cuidados tomar com as peças que ligam todo o sistema de sincronismo do motor. Examinando a correia sincronizadora A função básica da correia dentada (ou sincronizadora) é manter em sincronia o virabrequim e o comando das válvulas, como explica o supervisor técnico da Dayco, Davi Cruz. "A correia sincronizadora correlaciona perfeitamente as aberturas e fechamentos das válvulas, de acordo com a subida e descida dos pistões", continua. Dentro desse movimento, como esclarece a equipe técnica da Gates, também podem entrar a bomba d´água, eixo balanceador e outros componentes, dependendo do projeto do motor. Correia sincronizadora Gates Os prazos de inspeção periódica variam também de acordo com cada fabricante de automóvele também como cada fabricante de correias. "Deve-se ficar atento para que a correia não trabalhe muito além da quilometragem recomendada pela montadora, pois com isso a correia perde a resistência e eficiência, o que poderá causar a sua ruptura", comenta o assistente técnico da Continental, Denis Ferreira. A Gates recomenda a inspeção visual do sistema a cada 10 mil km, aproveitando a ocasião para checar se a tensão da correia está correta - com baixa ou alta tensão, a correia vai se desgastar mais rapidamente, assim como, as polias e tensionadores do sistema. Ivan Furuya, da Goodyear Veyance, recomenda verificar a correia a cada 15 mil km, e orienta que a inspeção visual deve procurar por rachaduras ou trincas na correia, que podem ser sinais de ressecamento da borracha. Já o especialista da Dayco dá outra dica: "os carros que transitam em locais com muita poeira ou lama podem ter o desgaste acelerado, já que a sujeira impregna no sistema. Fique atento ao vazamento de óleo, pois se atingir a peça ela poderá ressecar e quebrar", complementa Davi, que também recomenda a inspeção visual a cada 15 mil km. Correia sincronizadora Dayco "Verifique as correias com o motor desligado e, preferivelmente, frio. Isso evita possíveis queimaduras e ferimentos causados por alguma peça em movimento", alerta o supervisor técnico da Dayco. Ele continua orientando que o mecânico deve observar cuidadosamente as bordas e a parte interna das correias. "Qualquer sinal de desgaste indica que a correia precisa ser trocada e que as polias dentadas também devem ser examinadas quanto ao desgaste". De nenhuma forma a correia sincronizadora deve apresentar rachaduras (causadas por exposição ao calor, tensão excessiva ou final de vida útil), decomposição (quando as rachaduras se aprofundam, começam a soltar pedaços) ou desalinhamento. Correia sincronizadora Continental A correia também não pode estar vitrificada - defeito que pode ser identificado quando a área de contato da correia fica lisa e brilhante, causando deslizamento nas polias. "Correias vitrificadas perdem a aderência e causam ainda mais deslizamento", conta Davi, esclarecendo que a causa pode ser a presença de óleo e graxa nas polias. Por isso, a equipe técnica da Gates faz questão de frisar: as correias dentadas são feitas de um material chamado HNBR, que não tolera derivados de petróleo. A contaminação por óleo e graxa também pode causar a perda de dentes da correia. Aplicando a correia sincronizadora Se a correia estiver em boas condições, seu período de troca deve seguir o que está determinado no manual do veículo. Mas caso esse período seja desconhecido, Davi Cruz aponta que a substituição preventiva deve ser feita a cada 50 mil km. "Em motores com 16 válvulas ou mais, o cuidado deve ser ainda maior, pois, normalmente, contam com dois comandos de válvula. A periodicidade deve ser respeitada, assim como em uma troca de óleo ou rodízio de pneus", declara. Lembre-se: se o veículo for utilizado em condições severas (trânsito pesado ou uso fora de estrada), os períodos devem ser reduzidos pela metade. Na instalação, segundo a equipe técnica da Gates, o mecânico nunca deve esquecer alguns pontos: posicionar as polias do motor no ponto certo; nunca utilizar lubrificante ou derivado de petróleo para ajudar no encaixe da correia; não forçar o encaixe com ferramentas como chave de fenda; sempre verificar se o tensionador está em condições de uso e alinhado com o sistema. "Alinhamento e tensionamento corretos são fundamentais para a excelente aplicação da correia sincronizadora", explica Ivan Furuya, que também dá dicas para a instalação correta da peça. "Quando a correia for retirada, evite movimentar bruscamente o virabrequim. Sem a correia, as válvulas estão paradas e há risco de colisão com os pistões", alerta. Os procedimentos de alinhamento e tensionamento do sistema de sincronia variam de motor para motor, como deve estar descrito nos respectivos manuais de reparo, e devem ser feitos sempre seguindo rigorosamente as recomendações do fabricante do veículo. "Nunca invente procedimentos. Se ferramentas específicas são previstas, elas devem ser obrigatoriamente utilizadas", atenta o técnico de ensino do SENAI, Fernando Landulfo. Furuya continua: "a nova correia deve ser instalada e tensionada cuidadosamente na posição correta de sincronismo. Após a instalação, movimente manualmente o virabrequim por duas voltas completas; isso faz com que a correia se assente sobre as polias. Feito isso, deve-se conferir a posição e o tensionamento da correia". Função da correia dentrada é sincronizar o eixo comando de válvulas e o virabrequim O gerente de produto da Goodyear Veyance recomenda ainda que o conjunto de polias e tensionadores sempre sejam trocados juntamente com a correia, sem exceção. Davi Cruz atenta para que a bomba d'água também seja examinada na troca - e substituída, se for o caso. Ele também alerta que o mecânico não deve vincar, dobrar, enrolar ou virar a correia, o que pode danificá-la antes mesmo da aplicação. Má instalação ou falta de manutenção Em caso de negligência na manutenção ou na instalação da correia sincronizadora, as consequências podem chegar ao limite. "Desgaste prematuro dos dentes, desgaste das laterais da correia, eliminação de dentes etc. Tudo isso vai se agravando até a quebra da correia", adverte a equipe técnica da Gates. "Dizemos que uma correia nunca quebra ou rompe, sempre é algo que faz isso na correia", afirmam. A má instalação de polias e correias pode causar o desalinhamento do sistema de sincronismo. "Desalinhamento da correia pode causar a sua ruptura, bem como excesso ou falta de tensão também irão danificar a correia, fazendo com que ela não execute corretamente seu trabalho de sincronismo com consequente dano ao motor do veículo", detalha Ivan Furuya. Veja o que causa cada tipo de quebra ou defeito de correia dentada, segundo a equipe técnica da Gates: • Quebra irregular: Tensão excessiva na instalação; presença de corpos estranhos no sistema (pedras, parafusos etc). • Quebra regular: Armazenamento incorreto; manuseio incorreto durante a instalação. • Dentes arrancados: Baixa tensão na instalação; travamento nas polias; contaminação com óleo ou graxa. • Dentes desgastados: Tensão excessiva na instalação; polias desgastadas. • Ruídos: Tensão incorreta; desalinhamento do sistema; rolamentos danificados; polias desgastadas. Trincas no dorso (pequenas rachaduras) Arrancamento de dentes O simples esquecimento da troca preventiva acarreta risco iminente ao motor: "Em 100% dos casos, quando a correia não é substituída no prazo certo, o risco de perda total do motor é alto. A correia dentada não apresenta sintomas de desgaste durante o funcionamento. Sua quebra acontece repentinamente", alerta a equipe técnica da Gates. A quebra da correia fará com que o motor saia de sincronismo, e então será um desastre. "No caso da quebra, ocorre o atropelamento das válvulas, que podem até quebrar. Com isso danifica-se também o pistão, parte do bloco do motor e o cabeçote", afirma Davi Cruz. "Outro problema, e mais grave, é quando, por falta de conhecimento, o motorista tenta acionar a partida do automóvel várias vezes, gerando uma força muito grande através do motor de arranque. Nesse momento, o condutor pode estar danificando completamente o cabeçote e os pistões", delata. Quebra da correia dentada faz com que o motor saia de sincronismo causando o atropelamento de válvulas, e, por consequência, danos nos pistões e no bloco O custo do reparo do motor após a quebra é muito maior do que o gasto na troca preventiva das correias, tensionadores e polias, além do tempo maior de parada do veículo. A Gates estima que, nesse caso, o reparo corretivo pode chegar a 40 vezes o preço de uma preventiva. Davi Cruz calcula que uma correção nesses moldes possa gerar custos de mais de R$ 1.500,00 em um carro popular. "Isso mostra que a manutenção desta peça é fundamental não só para o bom funcionamento do equipamento, mas, também, para o bolso do motorista" conclui o especialista da Dayco. Correia de acessórios: função e diagnóstico Não menos importante, a correia de acessórios "faz a transmissão de movimento e força da polia do virabrequim para os acessórios do motor, como a bomba de água, direção hidráulica, alternador e compressor do sistema de ar condicionado", como explica a Gates. Ao contrário da correia sincronizadora, onde a força é transmitida pelo contato dos dentes, a transmissão de força das polias para a correia de acessórios acontece por atrito. Existem dois tipos de correia de acessórios, dependendo da idade do projeto do motor e dos sistemas que ele abriga. Uma é a correia "V", mais simples, adotada por propulsores mais antigos e projetos mais simples. A outra é chamada de Poly-V (pela Dayco e Goodyear Veyance) e Micro-V (pela Gates); e se diferencia por ser mais larga e conter várias estrias (ou frisos) que entram em contato com as polias. Em questão de períodos de manutenção e diagnóstico, as duas se assemelham: de 10 a 15 mil km, assim como na sincronizadora, salvo alguma observação especial no manual do proprietário. Por isso, não custa nada examinar o conjunto inteiro quando foi dar uma espiada no sistema. Na hora da inspeção, o mecânico deve procurar por rachaduras nos canais da correia de acessórios. "Rachaduras e trincas podem indicar ressecamento da borracha, e risco de quebra", observa Ivan Furuya. "Verifique alinhamento e tensionamento da correia, bem como, veja a situação das polias e tensionadores, que podem afetar diretamente o bom funcionamento da correia", diz o especialista da Goodyear Veyance. "Polias desgastadas ou desalinhadas vão forçar a correia de acessórios que, com o mau funcionamento, poderá romper" complementa Davi Cruz. O supervisor técnico da Dayco, Davi Cruz, dá uma lista de problemas que podem ser identificados na inspeção visual da correia de acessórios: • Desgaste do dorso, geralmente causado pelo travamento do rolamento; • Desgaste irregular, que ocorre quando a correia trabalha em contato com elemento estranho; • Ruptura dos "ribs" (frisos), que ocorre quando a correia trabalha com tensão baixa ou polias desgastadas; • Desgaste lateral, que ocorre quando a correia trabalha com os componentes do sistema de transmissão desalinhados; • Corte nos frisos, que ocorre quando a correia trabalha desalinhada ou com elemento estranho no sistema de transmissão; • Desprendimento de partes dos frisos, quando pedaços de borrachas que se soltam da correia, causado principalmente por excesso de tensão, aquecimento ou contaminação por derivados de petróleo; • Trincas, que podem ser causadas pela falta de tensão ou quando a correia de acessório está no final de sua vida útil. Desgaste no dorso da correia Trincas no ribs (frisos) Durante a inspeção visual, a Gates recomenda o uso de uma ferramenta de medição de micro canal, graças a qual não é necessária a retirada da correia do sistema para saber se a peça está desgastada ou não. "Aplique a ferramenta em cada canal da correia e verifique o quanto ela afunda", explica a equipe técnica da fabricante, que até mesmo já disponibiliza um aplicativo para iPhone chamado "PicGauge", que fotografa a correia e faz uma análise imediata do tempo de vida útil que ainda resta para a peça. Correia de acessórios movimenta vários itens, como, por exemplo, o alternador do veículo Manutenção da correia de acessórios O período de substituição de cada correia também varia de carro para carro, de motor para motor, por isso, é imperativo consultar o manual do veículo para se informar. Na troca, tensionadores e polias também devem ser substituídos, como recomenda Ivan Furuya. "Colocar uma correia nova em uma polia ou tensionador usado pode não funcionar corretamente em função dos desgastes que estes componentes sofrem no decorrer de sua vida útil", explica o gerente de produto da Goodyear Veyance. Ivan explica que, na quebra da correia de acessórios, o motor não é afetado diretamente, salvo em casos onde a correia de acessórios fica muito próxima da correia dentada, "onde uma possível quebra da correia de acessórios pode ocasionar a quebra da correia dentada em função do efeito 'chicote'". Entretanto, o técnico de ensino do SENAI, Fernando Landulfo, observa que se a correia de acessórios estiver movendo a bomba d'água, o motor pode superaquecer. A Gates também recomenda a limpeza e a verificação das condições de todas as polias do sistema durante a troca preventiva. "Quando mal aplicada, a correia de acessórios pode apresentar desgaste irregular e prematuro, além do mau funcionamento dos acessórios envolvidos (ar-condicionado, direção hidráulica etc) e ruídos no funcionamento do sistema", explica a equipe técnica da fabricante. Se a correia de acessórios não for substituída no prazo, a peça poderá romper, causando a falha do alternador (a bateria irá descarregar e parar o veículo), direção hidráulica (que vai endurecer repentinamente, podendo provocar acidentes), compressor do ar-condicionado, bomba d'água, enfim, todos os periféricos ligados por ela. Quando não é trocada no prazo, a correia pode romper causando falhas nos componentes que movimenta Para Ivan Furuya, a correia é o "fusível" do motor. "Às vezes, a correia se rompe ou não trabalha da forma correta em função de outros componentes do motor, tais como os tensionadores e polias, um mau alinhamento ou tensionamento. O tensionamento tem que ser o ideal. Excesso ou falta de tensão fazem com que a correia não trabalhe da forma pelo qual ela foi desenvolvida", finaliza.

Tensionamento e conforto na medida

Elementos essenciais para o funcionamento do sistema de distribuição do motor e de acessórios, as polias e tensionadores precisam de cuidados especiais na revisão Sempre em busca de desempenho, economia e redução de emissão de poluentes as montadoras de veículos não cansam de desenvolver novos motores. Como todos sabem, esse desenvolvimento tem participação importante dos sistemistas, ou seja, fabricantes de autopeças, que trabalham a partir de uma solicitação específica feita pela montadora. Assim, novos componentes e compostos são introduzidos a cada dia, respeitando outra premissa relevante: durabilidade. Ou seja, as donas do projeto querem qualidade, performance, economia e durabilidade do fabricante da peça. Sendo assim, eles não se cansam de evoluir, apresentando novas propostas e itens de primeira linha, itens que depois chegam nas mãos do mecânico por meio do mercado de reposição. Seguindo esse conceito, as peças que fazem parte dos sistemas de distribuição mecânica do motor e comando de acessórios, como polias e tensionadores, estão sempre colocadas à prova nos seguintes quesitos: altas temperaturas e pressões, espaços mais reduzidos e aumento do intervalo de substituição dos componentes. Tensionador Dayco Especialistas no assunto nos ajudaram a elaborar um verdadeiro glossário sobre esses componentes, muitas vezes esquecidos nas manutenções periódicas. "Existem vários tipos de polias: que fazem sincronismo de motor, que fazem girar um acessório e as de apoio, entre os nomes comuns são conhecidas como dentadas ou sincronizadoras, auxiliares ou dampers. Em geral, sua função é gerar energia para a correia para fazer o sincronismo do motor ou movimentar um determinado acessório", explica Davi Cruz, consultor técnico da Divisão de Aftermarket da Dayco Brasil. Polias e tensionadores em sintonia para movimentar acessórios De acordo com Ivan Furuya, gerente de Produto de Transmissão de Potência & Airsprings da Veyance Technologies, que fabrica os produtos da Goodyear Produtos de Engenharia, a polia é usada ainda para desvio da correia, evitando o contato com outras partes fixas do motor, auxiliando no tensionamento da correia, principalmente, quando é grande a distância entre os acessórios do motor. "Ela pode ser lisa ou estriada de poliamida ou metal estando presente tanto no circuito de acessórios quanto no circuito primário (correia dentada)", comenta. Tensionador Goodyear Geralmente, a vida útil das polias é mais longa que a das correias, mas por se tratar de um sistema único de transmissão, sua inspeção deve sempre ser realizada a cada 10 mil Km, como acontece com as correias. "Numa inspeção é sempre bom verificar o alinhamento entre as polias, que pode ser causado por folga nos rolamentos e eixos (desalinhamento angular) ou devido à falha de aplicação ou adaptações, (desalinhamento no paralelismo)", orienta Fabio Murta, gerente de Marketing da Gates do Brasil. "Deve ser verificado o nível de desgastes nas canaletas (profundidades), marcas de batidas, fissuras (micro trincas) e/ou algum tipo de corpo estranho entre as canaletas que possam causar cortes na estrutura da correia", comenta o assistente técnico da Continental, Denis Ferreira. Tensionador Gates A equipe técnica da Veyance dá um fôlego a mais, recomendando a inspeção do sistema a cada 15mil km, o que inclui a análise do alinhamento e tensionamento do sistema e também o estado da correia. "As peças devem ser substituídas de acordo com as instruções do fabricante, sempre verificando as condições dos demais componentes do sistema, lembrando que choques mecânicos podem comprometer o funcionamento. Aplicar sempre o torque especificado no parafuso de fixação e manter o alinhamento correto são os fatores mais importantes para o perfeito funcionamento do conjunto polias - correias", analisa Ivan. Outra dica de Davi é em relação às ferramentas especiais necessárias para a troca das polias. Ele diz que existem diversos tipos, um para cada tipo de veículo, para colocar em sincronismo na hora da troca de correia, garantindo a perfeita aplicação. Se essa ferramenta não for usada corretamente, o conjunto vai trabalhar fora de ponto ou nem funcionar. "Um erro de aplicação pode danificar o motor ou mesmo um torque incorreto no tensionador ou na polia pode gerar desgaste prematuro, por isso recomendamos muita atenção", avisa. Kit com polia tensora Continental Polia Damper Uma polia com amortecimento desenvolvida para minimizar as vibrações torcionais do eixo do virabrequim, essa é a função da polia damper. É utilizada desde os anos 60 nos motores de alta potência. "Os motores da linha Opala, principalmente o 4.1, tinham um problema crônico de durabilidade de damper, muitos quebraram o virabrequim por problemas de damper", conta o técnico de ensino do SENAI-Vila Leopoldina, Fernando Landulfo. "Os motores de última geração ganharam muita potência, o que pode resultar numa quebra do virabrequim se não tiver o amortecimento dessa polia. Também é conhecida por polia harmônica, polia do anti-vibrador e polia com amortecimento", comenta Davi. Segundo a Gates, diferente dos tensores, sua verificação é visual, ou seja, quando apresenta sinais visuais de desgaste, deve ser substituída. "Nessa hora, sempre efetuar a limpeza da peça e inspecionar o alinhamento e o desgaste das áreas de contato com as polias", complementa. Polia Damper: Inspeção visual é realizada para buscar desgastes. Se o cubo solta da polia, a peça é inutilizada A polia damper foi desenvolvida para ter a mesma vida útil do motor, mas em alguns casos de veículos que rodam em situação severa o item não tem resistido à temperatura do motor. Isso acontece quando o motor funciona e o odometro não. "Para verificar, passar um giz de fora a fora, se tiver descolada, o risco vai ficar fora de posição, ou seja, a polia fica girando em falso", indica o técnico da Dayco. Landulfo complementa: "o principal defeito do damper é o descolamento do elastômero que faz a ligação entre o cubo e a polia. Quando a polia possui marcação de ponto muda de lugar, deixando o mecânico quase louco, quando vai ajustar o ponto de ignição (o Opala 4.1 fazia muito isso). Pouco tempo depois o cubo costuma soltar da polia inutilizando a peça". Tensionador "O tensionador é uma polia com furo excêntrico, que tem a função de tensionar a correia. Este tensionamento se dá por meio do deslocamento da polia fixada através deste furo excêntrico aumentando o raio de contato com a correia", explica Ivan. Além disso, segundo a Gates, tem a responsabilidade de filtrar as variações de tensão geradas pela vibração natural do motor. O técnico da Dayco esclarece ainda que essa importante peça do sistema de transmissão também absorve os picos de carga da correia e garante que ela fique em contato constante e faça sincronismo do motor. Em geral, existem três tipos diferentes de tensionadores: manual, automático e semi-automático (com mola), dependendo da fabricante. • Tensor manual: É uma polia com furo excêntrico que é tensionado manualmente pelo aplicador no momento da instalação, sendo que para garantir o correto tensionamento faz-se necessário o uso de um equipamento específico chamado tensiômetro. • Tensor com mola: Tem o mesmo principio do tensor manual, mas utiliza uma mola com carga pré-determinada, que permite o correto tensionamento através do alinhamento dos indicadores de tensão no momento da instalação. • Tensor automático: É um tensor com mola no qual não existe a possibilidade de regulagem no momento da instalação, determinada de acordo com o fabricante. Um outro tipo possui internamente um atuador hidráulico que utiliza a pressão do óleo do motor para ajustar a tensão da correia. Uma dica importante na hora da aplicação é nunca aproveitar o mesmo tensionador, mesmo que aparentemente não apresente sinais de desgaste ou ruídos no rolamento. "Isso é decisivo nos casos em que a correia tenha quebrado, pois é bem provável que o tensionador também tenha sido danificado", diz o técnico da Gates. Ivan complementa: no caso da polia da correia sincronizadora, sempre utilizar ferramentas especiais para adequado enquadramento do motor. O técnico da Continental afirma que caso o produto seja mal aplicado poderão surgir ruídos e desgaste acentuado nos componentes que trabalham em conjunto com o tensionador. "A própria correia se estiver mal tensionada provocará o desgaste do perfil dos dentes e até mesmo a ruptura", avalia. Polêmica da troca "Sempre que trocar a correia tem que trocar o tensionador", orienta Davi. A mesma opinião é dada pelas equipes técnicas da Gates e da Veyance. Se os especialistas recomendam o mesmo procedimento, vamos colocar um fim à essa polêmica e aderir à troca eminente do tensionador e das polias todas as vezes em que se troca a correia, sempre de acordo com as instruções do manual de serviços do carro. Davi explica que esse processo é exigido porque o tensionador perde pressão na mola conforme regimes de carga, logo, perde sua ação. "Por conta do pico de carga o embuchamento vai desgastando. E a pergunta é a seguinte: um rolamento que rodou 70 mil km e já perdeu a lubrificação, será que vai rodar mais 70 mil?", pense nisto. "Já as polias montadas diretamente sobre eixos, devem ser examinadas com relação a trincas, desgaste dos canais, empenamento e estado do amortecedor torcional (se houver)", complementa Landulfo. É unânime entre os fabricantes: trocou a correia, substitua também tensionador e polias O gerente da Gates continua: "se o sistema estiver desalinhado, a força que a correia exerceu sobre o tensionador pode ter gerado um desgaste irregular sobre os rolamentos e sobre a mola tensora, ou seja, esse tensionador não voltará a funcionar 100%. Um tensionador não é uma peça remanufaturável. O tensionador é fabricado blindado e selado, por isso não permite sua abertura e fechamento da mesma forma duas vezes ou mais". "A manutenção preventiva custa em média 10 vezes menos que a corretiva, sendo a única forma de garantir que o sistema de transmissão está confiável, além de diminuir o tempo do veículo parado e possíveis transtornos causados por quebra em momento inoportuno", alerta o gerente da Veyance. Ele continua: "além do mais, a correia deve sempre "casar" com as polias. Uma correia nova numa polia desgastada significa que o "casamento" não será perfeito, podendo ocasionar a quebra da correia ou sua substituição prematura. No caso das correias dentadas, uma polia gasta pode causar o arrancamento dos dentes de correia nova, ocasionando o encavalamento das válvulas e a necessidade de retífica do motor". Usar ferramentas adequadas e aplicar torque correto garantem a boa aplicação da peça Reposição Por conta da troca conjunta dos componentes, as fabricantes disponibilizam aos mecânicos kits de distribuição, que incluem, no caso do sincronismo, correia sincronizadora, polias de apoio e tensionador. "A vantagem de comprar o kit, além do preço mais barato, é porque a garantia é de um único produto, ou seja, se der problema é mais fácil resolver", afirma Davi. Quanto à vida útil do produto, a Gates acredita que a boa instalação e a verificação do alinhamento e nível de tensão são as únicas garantias de bom funcionamento e vida útil longa. "Porém deve-se sempre obedecer a indicação da montadora quanto a vida útil desses componentes. Também é essencial utilizar as ferramentas recomendadas pelos fabricantes. A Gates tem um livro que mostra todas elas", alerta Fabio. Para aumentar a durabilidade dos componentes, segundo à Veyance, o ideal é eliminar qualquer contaminação por óleo, graxa ou gasolina no sistema antes da substituição das polias e tensionadores. "Além disso, evitar tranco e redução brusca de marcha e certificar o correto alinhamento e tensionamento do sistema. Quando o produto é mal aplicado pode causar danos à correia e, no caso da correia dentada, pode causar a perda de sincronismo e consequentes avarias ao motor", diz. "O reparador deve verificar marcas na superfície de contato tensor x correia, que pode deixar indícios de que o tensor não está cumprindo seu papel de tensionamento. Verificar também a base de fixação do tensor onde poderá ocorrer o desalinhamento, o que comprometerá o funcionamento do sistema por ele tensionado", orienta Denis. Outra dica levantada pelos técnicos é em relação ao torque correto na hora da montagem, que garantem a instalação perfeita e evita danos ao produto e até a quebra do parafuso de fixação, o que pode comprometer o funcionamento do conjunto de transmissão de potência. "Para saber se o item está com problema, o ideal é acompanhar a quilometragem do veículo e reparar a existência de ruídos, vazamentos ou qualquer outra característica divergente de seu projeto de fabricação.", avalia Ivan. Kit de distribuição Gates Também, é importante destacar que polias e tensionadores não podem ser reparados ou recondicionados. É importante frisar também na hora da compra que rejeite peças com preço fora da realidade do mercado e analise muito bem a embalagem e as características do produto. "Já vimos no mercado fabricantes importados que usam marcas reconhecidas no mercado em suas peças, ou ainda colocam produtos de baixa qualidade em embalagens das marcas superiores para revenda", finaliza Fabio.

Substituição e dicas para os elementos da Montana

Acompanhe nessa reportagem as dicas e os procedimentos para trocar os filtros de ar, combustível e óleo da picape da Chevrolet, que é compatível com o compacto Agile, ambos equipados com motor 1.4 Econo.Flex Todo mundo acha que é fácil trocar um filtro de ar, mas compre o modelo errado para ver o que acontece. E o filtro de óleo? Substituir um usado pelo novo é melzinho na chupeta.... Mas esqueça de trocar o anel de vedação do dreno ou dê o torque com uma ferramenta... É, pode acreditar que vai dar dor de cabeça na certa. Vazamentos e, lógico, mau funcionamento do conjunto. É por isso que, às vezes, insistimos em mostrar aqui na Revista procedimentos que parecem ou até são simples, mas que se realizados sem atenção podem se transformar em grandes prejuízos para você e seu cliente. É o caso da substituição dos filtros de ar, óleo e combustível que trazemos nessa reportagem, feitos na picape Chevrolet Nova Montana, compatível com Agile, pois utilizam o mesmo motor 1.4 Econo.Flex. Filtro de ar O consultor Técnico da Mann-Filter, André Gonçalves, explica que o componente tem a função de reter as partículas contidas no ar aspirado pelo motor e cuidar para que somente ar limpo entre na câmara de combustão, evitando desgaste excessivo nas partes móveis do motor como pistão, anéis, bielas, camisa etc. "Se a troca do filtro não for efetuada no prazo adequado e pelo produto correto vai causar aumento de consumo de combustível, perda e rendimento do motor, certamente elevação dos índices de emissões de poluentes", afirma. A substituição do filtro do ar deve ser realizada de acordo com a recomendação do fabricante do veículo. Mas na prática, o prazo depende da situação em que o veículo opera. Em condições severas, onde se roda em terra ou muito congestionamento, que apesar não estar rodando, o veículo está com o motor ligado e aspirando o ar sujo, a troca deve ser antecipada. André chama a atenção para o fato de que não é permitido tentar recuperar ou aumentar o tempo de vida útil do filtro do ar com jato de ar comprimido ou por meio de impactos, que podem provocar o rompimento do papel ou causar danos na estrutura do elemento filtrante, fazendo com que perca as suas funções. Passo a passo 1) Tire a abraçadeira da mangueira de ar e as travas da tampa do filtro. Verifique a posição da abraçadeira, pois ao final do processo deve ser montada na mesma posição inicial para que haja uma vedação perfeita. 2) Para não danificar o componente, remova também o sensor MAP, que fica na mangueira de admissão. 3) Remova a tampa da carcaça do filtro de ar e retire o elemento filtrante usado. 4) Limpe o interior da carcaça, principalmente, a área de vedação, onde o elemento vai se apoiar. Faça isso com um pano úmido, não use estopas ou jatos de ar, que pode levar sujeira para a parte limpa do filtro, que dá entrada para o motor. 5) Instale agora o novo elemento filtrante. Monte a peça e deixe a vedação bem justa, para fechar bem e evitar que passe impureza do lado sujo para o limpo. Obs: Como podemos ver, a sujeira está em toda a área do elemento filtrante. Nesse caso, o filtro aguantaria mais um pouco, mas logo teria que ser trocado. Filtro de combustível André esclarece que o filtro do combustível retém partículas como ferrugem e resíduos do tanque. Eles protegem os bicos injetores e agregados extremamente sensíveis do sistema de alimentação do combustível. É muito importante utilizar o componente certo para a aplicação para evitar folgas e vazamentos. Passo a Passo: 1) Com o carro no elevador, tire o parafuso do suporte e com a ferramenta especial solte a trava da mangueira de gasolina dos dois lados do filtro. (1a) Retire o filtro já usado. (1b) 1a 1b Obs: Sempre utilize a ferramenta adequada para a troca do filtro, evitando danificar o engate rápido. 2) Instale o filtro novo, observando a posição certa, indicado por uma flecha e pelas inscrições entrada e saída do combustível. Obs: A inversão dos lados pode inverter o processo correto de filtragem e com isso diminuir a vida útil do componente, fazendo soltar o elemento interno de filtragem, ocasionando perda de potência. 3) Encaixe os engates rápidos e aperte o parafuso do suporte de fixação do filtro na carroceria. Obs: Aproveite para verificar se as mangueiras estão em condições de uso. 4) Dê partida no motor e verifique se há vazamento. Caso haja, refaça o procedimento, apertando o filtro corretamente. Filtro de óleo: André explica que o filtro do óleo tem a finalidade de impedir a circulação de impurezas no motor e que sempre que o óleo lubrificante for trocado, o filtro deve ser substituído por um novo também. "Isso é necessário porque o óleo velho que fica no filtro e a parte que não foi drenada antes do filtro contaminam o óleo novo, fazendo com que perca suas propriedades e a durabilidade", observa. A troca deve ser feita de acordo com a recomendação do fabricante do carro, assim como o tipo de óleo especificado. "O óleo sujo, utilizado além da quilometragem especificada pelo fabricante, causa borra no motor e pode até fundir", complementa. Em situações severas, a troca deve ser antecipada. Na hora de se adquirir o filtro novo, procure sempre pela aplicação correta ou, como no caso da Mann, o mecânico pode optar pelo Muti-Filtro, no lugar de um filtro convencional. "Os filtros multi-filtros têm altura e diâmetro que permitem a montagem em praticamente todos os veículos, com capacidade de filtragem até 50% superior aos produtos tradicionais fabricados para as montadoras, por conta de uma tecnologia que utiliza um papel mais robusto e moderno, que atende todas as rigorosas especificações técnicas", diz. O produto possui cinco versões com três diferentes tipos de roscas existentes no mercado (rosca ¾ polegadas, rosca 20 mm e rosca 18 mm). Obs: André esclarece que não é necessário que o filtro esteja cheio de óleo, pois existem carros que trabalham com o filtro deitado, então, não é possível encher o filtro do óleo sem que este vaze. "Como o motor estava em funcionamento, existe um filme de óleo nas partes móveis protegendo assim a primeira partida após a troca". Procedimento de troca 1) Remova a tampa de abastecimento do óleo do motor e a vareta indicadora do nível para facilitar a drenagem. 2) Retire a proteção de cárter e, em seguida, esgote o óleo através do dreno do cárter, ainda com o motor aquecido. 3) O próximo passo é remover o filtro com uma ferramenta adequada que forme uma cinta em torno do produto. Obs: Já deixe o recipiente embaixo do carro para drenar o óleo e depois descartar corretamente. 4) Limpe o local de vedação do filtro no bloco com um pano limpo - não use estopa. Nunca monte o filtro novo com sujeira da junta antiga, pois não vai dar o encaixe perfeito. Obs: Troque sempre o anel de vedação do dreno do cárter, para evitar dar o aperto maior do que o necessário e dificultar uma próxima retirada. 5) Antes de instalar o filtro novo, passe um pouco do próprio óleo na borracha de vedação, para facilitar a montagem. Assim, a junta escorrega melhor e evita problema de vazamento. Jamais use outro tipo de produto como, vaselina, graxa etc. 6) Faça uma limpeza também na zona de vedação do dreno e recoloque o bujão do dreno com o anel novo. 7) Rosqueie o filtro no cabeçote até a junta encostar-se à área de vedação do motor; em seguida, aperte manualmente de 3/4 a 1 volta, aproximadamente. Obs: Use uma lixa para facilitar o aperto, nunca use chaves ou qualquer outra ferramenta, pois pode amassar o filtro e causar problemas depois. O excesso de torque pode danificar a junta e provocar vazamento. 8) Coloque óleo novo no reservatório, preste atenção para colocar o óleo indicado pela montadora. Coloque três litros, dê a partida e verifique o nível. Depois coloque mais meio que estava faltando. 9) Dê a partida no motor e verifique se a lâmpada indicadora do painel se apaga em, no máximo, 10 segundos. Depois, com o carro ligado, veja se não há vazamento de óleo. Filtros27.jpg Filtros28.jpg Por dentro do filtro Os filtros de óleo contam com duas válvulas, além do elemento filtrante, que fazem funções importantes para o bom funcionamento do produto. (A) Válvula anti-retorno: fica na entrada do filtro ou na saída, e mantém o filtro e as galerias cheias de óleo, mesmo com o motor desligado. "Se o filtro possui válvula de baixa qualidade, esta ação perde sua função, ou seja, na primeira partida do dia, o motor não terá lubrificação necessária. Caso esta situação se repita dia após dia poderá ocasionar danos irreversíveis", afirma André. (B) Válvula de segurança: atua em situações de emergência, quando o óleo passou da sua vida útil, permitindo a passagem do óleo sujo mesmo que o filtro esteja saturado, evitando assim o dano no filtro e no motor do veículo. Mais Informações: Mann-Filter 0800-701-6266

Eficiência em dose dupla

Discos de freio trabalham em conjunto com as pastilhas e são primordiais para garantir uma frenagem eficiente e segura do veículo. Acompanhe nessa reportagem as dicas de manutenção e aplicação dos fabricantes para mantê-los em ordem Na matéria anterior falamos bastante sobre as pastilhas de freio e sua importância para a frenagem do veículo, mas, sem discos em ordem, a segurança não está garantida. Por isso, continuamos falando sobre o sistema de freio, mas desta vez, vamos abordar as funções e aplicações dos discos de freio. Por serem submetidos a temperaturas e esforços extremos ao serem pressionados pelas pastilhas, os discos de freio devem ser muito resistentes. Quem nos dá essa explicação é Rodrigo Frezzarin, chefe de Marketing de Produto da Divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch. "Os componentes Bosch são fabricados com tecnologia de última geração e materiais que atendem aos mais rígidos padrões de qualidade. Isso garante a durabilidade e a eficiência exigidas durante toda a vida útil do produto". Disco de freio Bosch Ele diz ainda que características do componente como o ferro fundido garantem uma frenagem segura. Já a fundição controlada é responsável pela estabilidade mecânica e térmica, além da maior durabilidade da peça. O processo produtivo garante que a peça não produza vibrações e proporcione uma frenagem mais segura. Em relação à tecnologia, Eduardo Guimarães, supervisor de treinamento da Nakata, afirma que os discos de fibra de carbono são os mais avançados. Esses componentes são encontrados em carros de luxo e de alta performance, como nos bólidos de Fórmula 1. Em relação à manutenção, os discos de freio devem ser verificados regularmente e trocados em caso de desgaste. Nessa revisão, a Bosch recomenda analisar o estado geral do produto e realizar a medição da espessura. Se atingidos ou ultrapassados os limites determinados, o disco deve ser substituído. "A durabilidade dos discos de freio depende muito da dureza das pastilhas. A espessura mínima da pista de frenagem deverá estar gravada na borda lateral externa do disco", afirma Rodrigo. Disco de freio Nakata De acordo com Eduardo, não existe manutenção preventiva de discos de freio. "O que há são cuidados específicos como evitar choque térmico, torque excessivo nos parafusos de fixação da roda e verificações periódicas sobre seu estado". Aplicação Existem alguns pontos que precisam ser observados no momento da aplicação. Eduardo aconselha verificar se o disco é o modelo recomendado para aquele veículo. "Se tem empenamento, considerando que o limite máximo do cubo não deve ultrapassar 0,04mm, limpar adequadamente os discos antes da instalação", afirma. Outras dicas de aplicação: Substitua os discos de freio quando atingirem a espessura mínima; Na troca de pastilhas sempre substitua ou retifique os discos de freio; A espessura dos discos de freio do mesmo eixo deve ser igual; Troque sempre os discos de freio e as pastilhas de freio do mesmo eixo; Lave os discos de freio com água e sabão antes de ser montado no veículo; Se o disco usado apresentar ranhuras ou imperfeições (na pista de frenagem) ele deve ser usinado ou trocado. fonte: Bosch Ainda de acordo com a Bosch, o disco de freio suporta, durante as frenagens, altas temperaturas e esforços mecânicos extremos, por isso, uso de componentes com espessura abaixo da mínima especificada pelo fabricante poderá ocasionar sérios problemas, como: probabilidade de superaquecimento dos freios devido à menor quantidade de material; menor resistência mecânica da peça, podendo ocorrer empenamento, trincas ou até mesmo a quebra total do disco de freio; e travamento do êmbolo da pinça de freio. Rodrigo continua: "o aparecimento de vibrações no veículo durante as frenagens não está relacionado somente aos discos de freio, há outras causas que contribuem para o problema da vibração: Aplicação ou montagem incorreta dos rolamentos; Impurezas na face de encosto do disco e cubo; Desbalanceamento das rodas; Problemas na suspensão; Freio traseiro com tambor ovalizado; Após montado no veículo, a oscilação máxima (empenamento) permitida no conjunto disco/cubo/rolamento não deve exceder aos seguintes valores: Automóveis: 0,10mm e Pick-Up (A/C/D - 10/20, F-1000, F-4000, etc): 0.13mm A folga axial nos rolamentos das rodas não deve exceder a 0,054mm, caso contrário substitua-os ou faça o ajuste necessário; A oscilação lateral (empenamento) do cubo não deve exceder a 0,05mm. A espessura do disco é medida com o micrômetro e dietermina uma possível troca Peça um novo Quanto à troca do disco por outro novo, a Bosch orienta que isso não é obrigatoriamente necessário. "Deve-se observar sempre a condição geral do disco caso haja ranhuras ou sulcos e podem ser usinados sem reduzir a espessura abaixo da mínima não precisa ser trocado. Quando houver uma troca ou a retífica dos discos de freio isso deve ser efetuado nos dois discos de um mesmo eixo. A medida para retífica de discos de freio não poderá ultrapassar 0,5mm de cada lado do disco e deve-se observar também as indicações de espessura mínima", diz Rodrigo. Rodrigo explica que a retífica, tecnicamente falando é uma usinagem da pista de frenagem do disco que é chamada de retífica. "É a retirada de material desta pista com ferramental especial para usinagem. Ela deve ser realizada por um mecânico capacitado para realizar este tipo de usinagem e é realizada em um torno que pode ser comum ou especifico para este trabalho". Eduardo, porém, complementa: "em muitas situações a troca se faz necessária, pois a usinagem da superfície não é uma retífica e sim um torneamento de face com ferramenta de corte, e isso pode ocasionar o acabamento desta superfície com elevada rugosidade. A retífica mesmo é feita através de rebolo em fábrica. As peças usinadas em torno de face, muitas vezes possuem rugosidade muito elevada e deformações de paralelismo e planicidade". Para medir o empenamento do disco o técnico deve utilizar o relógio comparador Para fugir das peças de baixa qualidade, ambos concordam: é melhor sempre buscar pelas marcas que asseguram a qualidade de seus produtos e que possuam atendimento ao cliente. "Um disco novo deve ser adquirido quando o usado estiver muito empenado gerando vibrações e a retífica não conseguir eliminar o empenamento sem atingir o valor mínimo de espessura. Também quando houver formação de trincas (geralmente originadas por superaquecimento)", segundo Rodrigo. As dicas de diagnóstico para o mecânico verificar quando o item está com problema e precisa ser trocado são verificar se há ranhuras, sulcos acentuados e observados na pista de frenagem do disco, originadas por pastilhas de má qualidade; vibrações no veículo no momento da frenagem (disco empenado sem possibilidade de retífica); disco abaixo da espessura mínima depois da retífica e se há trincas. Para aumentar a durabilidade do componente, o técnico da Nakata sugere orientar o cliente a fazer a revisão dos freios nas quatro rodas. "Isso é necessário pois o freio traseiro, se estiver em mau estado, sobrecarrega o dianteiro, dirigir de maneira adequada evitando arrancadas e freadas bruscas". De acordo com a Bosch, é muito difícil fazer uma montagem errada, a não ser que o mecânico mexa na usinagem adaptando-o. "As dimensões de montagem são muito justas impossibilitando a montagem de discos maiores ou menores. Se os discos forem errados a pinça não monta na roda", diz. Outros problemas que podem acontecer são: o não aperto dos parafusos de guia, a não retirada da proteção contra usinagem e a queda dos discos provocando empenamentos e trincas. Eduardo, da Nakata, complementa pedindo atenção com a especificação contida nos catálogos e etiquetas de aplicação. "O que não pode ser feito é o reaproveitamento de discos usados e montagem de disco novo em cubo de roda usado ou empenado, mas muitos mecânicos ainda cometem esse erro". ATENÇÃO EM CASO DE RETÍFICA 1 - A retífica pode ser feita nas áreas em contato com a pastilha, quando a espessura mínima não for ultrapassada. 2 - A retífica ou qualquer processo de usinagem são proibidos nas áreas que não tenham contato com a pastilha. Suporte Técnico: Bosch: 0800 704 5446 | Nakata: 0800 707 80 22

Frenagem sob controle

Primordiais para a segurança do veículo e de simples manutenção, as pastilhas de freio merecem ser revisadas e trocadas no período determinado e seguindo algumas dicas essenciais ABS, ESP, EBD, TCS. Essa verdadeira sopa de letrinhas remete ao que existe de mais avançado tecnologicamente em termos de segurança veicular. São sistemas eletrônicos diretamente envolvidos ao conjunto de freio. Traduzindo, ABS (Antilock Braking System) é o sistema de freios antiblocante; ESP (Electronic Stability Program), quer dizer programa eletrônico de estabilidade; EBD (Eletronic Braking Distribuition) significa distribuição eletrônica de frenagem; TCS (Traction Control System) é o sistema de controle de tração. Isso demonstra a importância dos freios num veículo atual, considerando que após 2014 todos saem de fábrica obrigatoriamente com ABS. Disco e tambor fazem parte do sistema de freios Mas os sistemas de freio em si ainda são conjuntos bastante mecânicos, do tipo hidráulico servo assistido. Rodrigo Frezzarin, chefe de marketing de produto da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch, explica que existem os sistemas de freios a disco e a tambor. "Os discos de freio são componentes de alta precisão, fundamentais para o funcionamento do sistema de frenagem dos veículos. Fixados nas rodas, sua função é reduzir a velocidade quando recebem a fricção das pastilhas (ação de frear). Já os freios a tambor, normalmente utilizados no eixo traseiro, geram forças de frenagem no interior da superfície do tambor. A fricção reduz o movimento giratório das rodas até pará-las completamente". Pastilha de freio Bosch A equipe técnica da Fras-le esclarece que no caso de veículos comerciais, como caminhões e ônibus, existem sistemas de freio auxiliares que fazem com que o freio de roda seja menos exigido. Um dos tipos mais tradicionais é o freio motor, do tipo borboleta de pressão dinâmica, montado no sistema de escapamento, entre outros como o Retarder e o Top-Brake. "A escolha de cada sistema depende do tipo de aplicação no qual o veículo irá trafegar. Em caminhões que atuam em mineradoras, por exemplo, é empregado o sistema de freio a tambor, pois esta aplicação off-road exige um sistema mais robusto contra contaminação, com bom desempenho em durabilidade", comenta André Brezolin, Engenheiro de Projeto. Na composição do material de atrito o uso do amianto é proibido, atendendo às exigências Eduardo Guimarães, supervisor de Treinamento da Nakata destaca ainda os discos de fibra de carbono, as pastilhas de face de atrito cerâmica, e os atuadores elétricos, esses bastante avançados tecnologicamente e utilizados em veículos de alta performance e de luxo. Atendendo as exigências de performance e de preservação do meio ambiente, as pastilhas tiveram sua composição evoluída nos últimos anos. Josué dos Santos, do Aftermarket de produtos da TMD Friction, que fabrica as pastilhas Cobreq, conta que entraram novos materiais que substituíram antigos, como o amianto. É importante lembrar que o uso desse material é proibido. Pastilha de freio Fras-le Eduardo complementa: "o amianto foi abolido por ser um material altamente nocivo à saúde e foi substituído por compostos orgânicos, elementos metálicos, elementos abrasivos, redutores de atrito e catalisadores". A composição dos materiais de atrito fornecidos pela TMD Friction do Brasil S/A é baseada em cargas minerais, lubrificantes, fibras minerais biossolúveis, resinas, metais, fibras sintéticas e abrasivos. "De forma geral essa composição diversificada se faz necessária para que os materiais de atrito possam atender os diferentes requisitos como estabilidade de atrito em condições adversas, durabilidade e ainda proporcionar conforto ao usuário", acrescenta Josué. Pastilha de freio Nakata A Fras-le explica que os materiais de fricção responsáveis pela geração do atrito são academicamente chamados de compósitos de matriz polimérica (PMC, na sigla em inglês). Eles são compostos por fibras de reforço, aglomerantes, modificadores de atrito (lubrificantes e abrasivos) e cargas. A espessura do material de atrito não pode ter menos de 2,0 mm antes da placa metálica "A evolução dos materiais de fricção buscou, ao longo dos últimos anos, melhorias de desempenho em termos de maior e melhor eficiência de frenagem, redução dos níveis de geração de ruído e aumento da durabilidade. Em paralelo, houve a necessidade de adequação dos materiais de fricção a novas e mais rigorosas legislações, que obrigaram os formuladores a buscar matérias-primas alternativas ao amianto, ao chumbo, ao antimônio, entre outras, sem que houvesse perda de desempenho", observa Ricardo Crespo, consultor Técnico da Fras-le. Pastilha de freio Cobreq Segundo a Bosch, uma das mais atuais tecnologias em pastilhas é a composição cerâmica, produzidas com técnicas avançadas de fabricação, materiais de fricção da mais alta qualidade, formulações específicas para cada aplicação e lâminas antirruído SSV, composta por duas camadas de aço com tratamento de zinco e níquel, com uma borracha vulcanizada, unindo ambas as partes. Fornece a Bosch Ceramic, especialmente indicada para veículos com utilização severa do sistema de freio. E a manutenção? A Cobreq recomenda verificar o desgaste das pastilhas a cada 5 mil km, inspecionando se a espessura útil da massa do material de atrito tem até no máximo 2,0 mm antes de chegar na plaqueta metálica. "Em alguns casos as pastilhas possuem um indicador de desgaste eletrônico que mostra no painel do veículo o momento da troca, em outros, os indicadores de desgaste mecânico são molas especiais, que vão gerar um ruído característico quando encostar no disco de freio", analisa Josué. De acordo com a Fras-le, a periodicidade de troca das pastilhas depende do veículo e da sua aplicação, sendo muito importante a orientação fornecida pelo fabricante, mas concorda com uma inspeção preventiva aos 5 mil km. Já a Nakata orienta a inspeção visual a cada 10 mil Km, mas o técnico deve ficar atento a ruídos, vibração, pedal baixo, pedal duro que podem indicar desgaste, além do sinal de advertência no painel. Rodrigo alerta que danos decorrentes por não substituir as pastilhas de freio podem levar, entre outros problemas, a um desgaste excessivo do disco de freio e à sua consequente inutilização. "Portanto, a cada troca de pastilhas de freio, as superfícies do disco de freio devem ser verificadas quanto ao seu desgaste"", comenta. Inspeção visual é essencial, além de ficar atento à ruídos, vibração, pedal baixo e duro Na hora da aplicação do produto novo, alguns procedimentos devem ser seguidos, conforme indica a Bosch: observar se o disco está retificado ou novo; observar se o disco está limpo; jamais deixar a pastilha em contato com gasolina, graxa derivados de petróleo; não deixar as pastilhas sofrerem quedas; não realizar frenagens bruscas logo após a colocação de pastilhas novas; e realizar manutenção das pinças no momento da troca. Outras dicas da Fras-le são retificar os discos em ambas as faces, simultaneamente, a fim de manter o paralelismo das faces e sempre remover o pó de carbono deixado pela usinagem com álcool industrial. Os técnicos indicam ainda que se faça a limpeza da pinça onde se acoplam as pastilhas, usando escova de aço e que recue o pistão do conjunto, com a ferramenta adequada, abrindo primeiramente o parafuso sangrador, possibilitando a introdução da pastilha sem esforço. No final, examinar a pressão do freio. Eduardo orienta ainda que verifique o estado do cubo de roda, tubos flexíveis, fluido de freio, pinça de freio e cilindro de roda. Sobre a retífica, ele enfatiza: "sempre que possível, discos e tambores de freio devem ser substituídos, pois a usinagem pode ocasionar mau assentamento, rugosidades fora de especificação, prejudicando a eficiência do sistema". A Fras-le ainda indica que depois de realizada a troca, é recomendável executar de seis a oito frenagens de 60 km/h até 40 km/h e mais seis a oito frenagens de 40 km/h até a parada total do veículo, ocorrendo assim, o pré-assentamento. "Lembramos que o rendimento satisfatório do material depende de seu comportamento inicial. É recomendável utilizar o freio com moderação logo após a substituição das pastilhas, até que ocorra perfeito assentamento entre material de atrito e disco de freio", afirma Ademir Menetrier, químico de Desenvolvimento. Outra dica é checar outros itens como flexíveis, cilindros e nível do fluido no reservartório Certificação É muito importante lembrar que as pastilhas de freio estão a um passo de serem certificadas pelo Inmetro. "Segundo a Portaria nº 17, publicada em 10 de janeiro de 2014, e a Portaria 55, de 28 de janeiro de 2014, os fabricantes de materiais de fricção têm prazo até 28 de janeiro de 2016 para se adequarem aos requisitos da norma e até 28 de julho de 2016 para consumir o estoque dos itens não homologados pelo Inmetro. Desde janeiro deste ano, a Fras-le está desenvolvendo e implementando ações para o atendimento dos requisitos. Vale a reflexão: de que adianta termos carros com controles eletrônicos de frenagem de última geração, como ABS, EBD, etc, se usarmos um material de atrito de baixa qualidade e eficiência, que não irá travar as rodas com segurança e na distância exigida pela Legislação?", diz Daniel Beretta Piccoli, coordenador de Vendas. Em relação à durabilidade do material de atrito, Josué afirma que o que interfere é colocar carga acima do especificado pelo fabricante do veículo, não fazer manutenção na pinça para que o pistão possa retornar suavemente, evitando que a pastilha fique em contato com disco direto e fazer a manutenção no eixo dianteiro e traseiro junto, por exemplo, se efetuar manutenção somente no eixo dianteiro, e houver um cilindro de roda engripado no eixo traseiro, pode sobrecarregar o eixo dianteiro. Alguns fabricantes recomendam a retífica do disco e outros não, então, estude cada caso Ele continua: "não é necessário trocar os discos todas as vezes em que trocar as pastilhas, vai depender da sua condição, se apresenta desgaste irregular na área de contato. Podemos utilizar discos retificados, desde que sejam respeitados os limites de segurança da espessura mínima indicado no disco". Já Eduardo, da Nakata, garante que em muitas situações a troca do disco de freio se faz necessária. "A usinagem da superfície não é uma retífica e sim um torneamento de face com ferramenta de corte que pode ocasionar, em muitos casos, o acabamento desta superfície com elevada rugosidade, onde as arestas do mau acabamento são removidas pela pastilha de freio e aderidas pela mesma gerando ruídos na frenagem", alerta. Reparos e afins As fábricas garantem que não é possível recondicionar ou remanufaturar uma pastilha de freio. "Isso porque a plaqueta metálica, acessório onde o material de atrito é fixado, pode perder propriedades e ou deformar no processo de limpeza, retirada do material de atrito da peça usada", explica Josué. Além disso, segundo a Bosch, não existe processo de recuperação das pastilhas, pois o material de atrito somente pode ser confeccionado e montado pelo próprio fabricante. Quanto à pirataria e a falsificação de peças, a orientação é ter cuidado e buscar por marcas de produtos conhecidos no mercado, que possuam SAC e que possam informar detalhes de construção e aplicação. Outra dica é ficar de olho na embalagem, carimbo e gravação do lote de fabricação. "Com a certificação do selo INMETRO em 2016, ficará mais fácil identificar as peças de qualidade, bem como a medidas deve inibir produtos falsos e que não atendem às especificações técnicas", diz o técnico da Nakata. De maneira geral, não existe diferenças entre uma pastilha genuína da montadora e uma original; ambas atendem padrões de qualidade e das leis locais. "A diferença é que a pastilha genuína da montadora, além de atender a todos os requisitos de legislação, atende também a outros requisitos internos específicos de cada montadora", afirma Eduardo Gimenez, engenheiro de Aplicação, da Fras-le. Perigos da aplicação A Bosch explica que, em alguns casos, a aplicação errada da peça pode causar o travamento das rodas e o dano do disco de freio. "Sempre observe se a peça retirada do veículo é exatamente igual à nova que será aplicada quanto à forma externa e as molas que a acompanham", analisa Rodrigo. "A aplicação incorreta é possível, dependendo do veículo e do sistema de freio, além de "adaptações" realizadas, que geralmente não oferecem a mesma segurança e eficiência do componente correto e aplicado de maneira adequada no veículo. Uma forma de evitar este problema é fazer a consulta ao catálogo dos fabricantes dos componentes e ter atenção no momento da instalação e manutenção do componente no veículo", esclarece Ricardo Crespo, consultor Técnico da Fras-le. Josué, da Cobreq, alerta que no caso dos veículos que possuem freio da Continental, (Teves/ATE), houve mudança no material de produção do pistão da pinça de freio, de ferro fundido para aço. "Isso implica em um item com a mola para fixação da pastilha no pistão diferente, o perfil da peça é o mesmo, mas as molas são específicas tem um formato para produzidos com ferro fundido e outro para aço". Os erros mais comuns na montagem de acordo com o técnico da Bosch é sujar a pastilha com graxa óleo derivados de petróleo, retirar os cantos das pastilhas com esmeril, não realizar a revisão das pinças, não retificar ou trocar o disco e realizar freadas bruscas logo após a montagem. As dicas de diagnostico para o mecânico verificar quando o item está com problema e precisa ser trocado, de acordo com a Nakata, são: verificar se o veículo puxa para um lado na frenagem, altura do pedal, esforço ao acionar o pedal e ruídos de atrito e flutuação da pastilha. Josué completa: "cheque ainda se e a lâmpada no painel que indica desgaste da pastilha estiver acesa ou houver sinal sonoro de desgaste e a espessura entre material de atrito e a plaqueta metálica, que deve ser que maior 2.0 mm". Sujar as pastilhas com óleo ou graxa e retificar os cantos com esmeril estão entr eos erros mais comuns na aplicação Para aumentar a durabilidade do componente, segundo Josué, é importante fazer manutenção correta nas pinças de freio, trocar as vedações danificadas, lubrificar as peças deslizantes para que o pistão e pinos possam retornar suavemente, evitando aquecimento e desgaste desnecessário. No momento da revisão, além da troca das pastilhas, no geral todos os componentes devem ser verificados. "Itens como flexíveis, tubulação rígida, fluido de freio, pinças e seus pinos, válvulas equalizadoras (em veículos que são equipados) muitas vezes são "esquecidos" por uma avaliação incorreta ou negligência do aplicador", afirma a equipe da Fras-le. A Bosch recomenda por fim, o cuidado com o fluido de freio. "O fluido de freio é um composto sintético ou semi-sintético indispensável ao processo de frenagem do veículo. Suas principais características são a capacidade de não se comprimir e a de absorver água. Quando o motorista pisa no pedal de freio, o fluido atua na linha hidráulica e aciona as sapatas / pastilhas de freio, executando a frenagem do veículo. Além disso, também funciona como lubrificante e previne a corrosão de peças de todo o sistema". De acordo com a Fras-le, para manter o líquido de freio em boas condições, jamais complete o reservatório. "Caso esteja faltando líquido, verifique a causa, que poderá ser um vazamento ou o desgaste acentuado das pastilhas. Se o líquido simplesmente for completado, será misturado um líquido bom com um contaminado, alterando assim as propriedades do mesmo, sem obter as condições ideais para seu trabalho", finaliza Ricardo. Suporte técnico A Bosch também conta com uma equipe de campo em todas as regiões do Brasil, responsáveis por fornecer suporte aos Distribuidores, Varejistas e Oficinas. Também disponibiliza todas as instruções e procedimentos da garantia no site:http://www.bosch.com.br/br/autopecas/garantia/default.asp. Com uma equipe de 14 consultores técnicos, em todas as regiões do Brasil, a Fras-le afira que eles estão em contato direto com os aplicadores, realizando treinamentos, capacitações, orientando os mecânicos em casos críticos de aplicação, etc. A Nakata oferece material técnico, palestras e treinamento com dicas, vídeos no YouTube, além do portal www.affinia1.com.br, que disponibiliza catálogo eletrônico e informações sobre peças e aplicações. Todo o suporte técnico necessário e a solução de dúvidas aos clientes da TMD Cobreq é feito pelo telefone. Lá eles podem ser sanar dúvidas quanto aplicação de produto, correta montagem, solicitação de catálogos e garantias. Suporte Técnico: Bosch: 0800 704 5446 | Cobreq 0800 11 1992 | Fras-le : 0800 512169 | Nakata: 0800 707 80 22

Troca da bomba d’água do Ford Focus

Acompanhe a substituição e verificação desse importante item do sistema de arrefecimento num veículo Ford Focus ano 2009 e motor 1.6 Flex Motor em temperaturas normais de trabalho, "arrefecido" é motor com saúde em dia, por isso, a manutenção do sistema de arrefecimento é tão importante. Utilizar o aditivo correto e ainda mantê-lo no nível recomendado são os primeiros passos para que a coisa não esquente. Agora, se o motor esquentou é necessário que se faça uma verificação em todos os componentes do sistema, não somente troque o líquido do radiador. É fundamental determinar qual a causa do ocorrido. Muitas vezes, o motor aquece, é trocado o líquido de arrefecimento e até mesmo a válvula termostática, mas o problema continua. Aí, outros componentes do sistema devem ser verificados: como a bomba d'água, radiador, selos, mangueiras, vaso expansão e a tampa do reservatório Apenas trocar o líquido de arrefecimento não é sufiente em caso de aquecimento A bomba de água está localizada na parte frontal do bloco. Acionada pela correia, ela é responsável pela circulação do líquido de arrefecimento através do motor. O componente retira o liquido com excesso de temperatura que está no motor e o envia ao radiador, onde é feita a troca de calor. O controle da vazão depende da temperatura e será feita pela válvula termostática. A correia de acessórios aciona a bomba d'água que está na parte frontal do motor Um dos componentes da bomba é o rotor, constituído de material resistente e que pode ser de termoplástico ou metal , A vedação da passagem da água é feita por meio de um retentor conhecido como selo mecânico. Mesmo com o motor frio, a bomba continua trabalhando, fazendo o líquido circular somente pelo motor. Para diagnosticar danos na bomba é necessária a sua remoção, fique atento se há ruídos no rolamento e possíveis vazamentos pelo furo de dreno. Observar sempre o nível do líquido é essencial para manutenção do sistema Procedimento de troca Vamos fazer o passo a passo da troca da bomba d'água do Ford Focus 2009 com motor 1.6 Flex. O veículo acabou de fazer a troca do líquido e da válvula termostática, mas por precaução está sendo feita a troca da bomba também. O primeiro passo é inspecionar os componentes do sistema: mangueiras, radiador, reservatório e tampa, válvula termostática, eletroventilador e a bomba d'água, em si. Este procedimento deve ser feito com o motor frio. É recomendado pelo fabricante a utilização líquido do tipo long life, com base sintética. Utilize sempre as luvas de proteção e os óculos de segurança, além das ferramentas adequadas e peças de boa qualidade. A troca da bomba teve ajuda de Eduardo Guimarães, supervisor de treinamento da Affinia. 1) Em primeiro lugar, retire a tampa do vaso expansor para facilitar a drenagem do líquido de arrefecimento. Suba o carro no elevador, porque a troca da peça vai ser feita por baixo. Retire a roda lado direito para melhorar o acesso. 2) Agora é hora de fazer a remoção do protetor inferior da correia de acessórios. 3) Com um alicate, retire a abraçadeira da mangueira inferior do radiador para fazer o dreno. Obs: Coloque um recipiente para armazenar o líquido que deve ser descartado corretamente para não prejudicar o meio ambiente. 4) Em seguida, solte os parafusos da polia da bomba d'água antes de soltar a correia. 5) Afrouxe o tensionador da correia de acessórios e retirá-la. Verifique o estado da peça em geral e das estrias, se não há rachaduras ou vincos. 6) O próximo passo é remover a polia da bomba d'água. 7) Solte agora os três parafusos de fixação da bomba d'água. 8) Dê uma deslocada com a mão para sair a água e depois retire a bomba propriamente dita. Obs: vale ressaltar que a peça original que estava no carro é montada com anel de borracha, que neste caso está ressecado, revelando que houve superaquecimento no motor. 9) Antes de começar a instalação, passe uma lixa na face de vedação para melhor assentamento da peça nova 10) Faça a limpeza do sistema. 11) Coloque a peça nova, depois encaixe e aperte os três parafusos. O kit da nova bomba vem com junta de vedação. Em seguida, faça a instalação da polia e seus parafusos. 12) Coloque o líquido até a marcação de nível máximo e ligue o motor para que todo o sistema seja preenchido. Desligue o motor, faça a sangria de ar do sistema, coloque o restante do líquido, ligue o motor e espere ligar a ventoinha. Obs: Nesse caso, o líquido novo já está diluído, se não tiver, tem que fazer a mistura fora do carro, num recipiente separado conforme especificação da montadora. 13) Desligue o motor, espere esfriar e faça o teste na tampa do vaso expansor com bomba de pressão, aplicando a pressão especificada pela montadora do veículo . 14) Finalmente faça o teste com bomba de pressão para testar a estanqueidade do sistema aplicando 0,5 Bar de pressão e verificando se não há vazamento. Mais informações: Nakata (11) 3602-8081